quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Quedas do Sumbe


Quedas do Sumbe

Vou fazer um pouco de batota. Isto porque o local de que aqui falo, não foi, infelizmente, visitado por mim mas sim pelo meu novo grupo de amigos que conheci (dois já conhecia) no fim-de-semana passado. A caminho aqui de Benguela para depois seguir-mos para os lados de Equimina (mais tarde falarei desta viagem noutra pagina), eles passaram pelas Quedas do Sumbe. Facultaram-me as fotos, o que agradeço desde já. A beleza destas fotos que me enviaram é espantosa. As quedas do Sumbe ficam a uns 200km de Benguela a caminho de Luanda e aposto até, que muita gente que vem ou vai para Luanda, não se dá ao trabalho de explorar este local. Da minha parte, fica prometido que, assim que me seja possivel e tenha nova maquina fotografica (a minha deu o berro este fim-de-semana), irei lá pessoalmente ver o que a natureza nos ofereceu. O local, pelas fotos e pelo que me descreveram, vale bem a pena ir visitar.

O pessoal, menos a Xana que tirou a foto

Para já quero agradeçer as fotos que me enviaram e aquelas que ainda virão e mandar um grande abraço e um muito obrigado por um fim-de-semana excepcional ao Paulo e à Alexandra, ao Ruben e à Silvia, ao Miguel Gaspar, ao Nuno, à Mónica e ao Miguel. Foi um enorme prazer conhecer-vos e estar convosco e, espero que possamos repetir muito em breve. Um grande abraço para todos voçes.
Um abraço também ao Chipilica e companhia que nos receberam muito bem e até breve a todos. 
Para já, apenas umas fotos tiradas pelos meus novos amigos nas Quedas do Sumbe.




 




Lindo!



Um oasis lindíssimo

Até breve. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Parabens Cristina

Hoje, mesmo aqui longe a alegria da minha família em Portugal contagia-me apesar de estarem a milhares de quilómetros. A minha mulher, que tem aguentado estoicamente esta separação provisória, passou hoje no exame de condução. Escrevo-o aqui, porque estou orgulhoso dela e porque a amo. Parabéns meu amor por mais esta vitória. Haveremos de conseguir muitas.
Um obrigado especial aos nossos amigos que nos têm ajudado tanto.

Um abraço a todos e cuidado... há mais um perigo na estrada. Hehehehe!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O país está de rastos

Vou falar um pouco aqui, não de Angola ou Benguela, mas sim de Portugal.
Será?

Qualquer dia nem a roupa do corpo

Aqui tão longe, no início, tinha sempre a tendência para ligar a Tv de manhã e ouvir as notícias de lá. Sinceramente, tenho deixado de o fazer. Deixa-me deprimido e sem ânimo para enfrentar o dia. Ou se fala de empresas a falir ou do numero de desempregados a aumentar ou de mais cortes a quem já não tem condições de dar mais ou do numero crescente de pessoas que não conseguem trabalho ou, também, dos carros novos do governo, das regalias a que têm direito, etc. No email, sou inundado diariamente com emails de protesto aos novos cortes, com a falta de transparência dos políticos, com as queixas da falta de dinheiro que já é tão pouco e que continua a ser gasto pelo governo em negócios duvidosos. Que esperança podemos nós ter para um futuro melhor? Para dar um futuro condigno aos nossos filhos? Que vamos ter trabalho e que vamos poder pagar os nossos tetos, que é algo a que qualquer ser humano tem direito?

A passividade é lixada

Um amigo colocou no Facebook, uma foto comparativa do que se passa em Portugal e na Grécia e, na brincadeira ou não, fala do maior defeito do povo Português. A passividade e a apatia. Vai haver uma manifestação dia 15 de Setembro aí em Portugal e, queria daqui, já que não posso aí estar, tentar incentivar os meus leitores e amigos a participar. Não me entendam mal, não quero de maneira nenhuma incentivar à rebelião, muito menos a actos irrefletidos de violência ou distúrbios mas, o povo tem de perceber, que se não está bem, tem de fazer alguma coisa para se poder mudar o rumo das coisas. Já dizia Martin L. King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Faz parte da cura o desejo de ser curado caros amigos e, se pensarmos que nada adianta irmos protestar, nada adianta, mais ainda, reclamar no café ou em casa com os amigos.
Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
Madre Teresa de Calcutá
Quem puder, compareça

É óbvio que ela não se referia à política mas, acho que se aplica. Muitas gotas, fazem um rio e se os rios se juntarem formam o mar.
Digam não à apatia. Os dirigentes têm de sentir que o povo tem o poder de os tirar de lá e temos de força-los a arranjar meios de melhorar a economia do país. Não se conseguirá isso de certeza retirando o poder de compra às pessoas. Se temos o dever de ir votar, também o temos quando chega a altura de dizer, basta.
Desculpem-me o desabafo, mas se aqui estou, porque será?

Um abraço